CNH sem autoescola: uma proposta populista que coloca o volante nas mãos da ignorância

Entre o discurso de inclusão e o projeto eleitoral disfarçado, o Brasil corre o risco de transformar o trânsito em um laboratório de amadores.




CNH sem autoescola: uma proposta populista que coloca o volante nas mãos da ignorância

Entre o discurso de inclusão e o projeto eleitoral disfarçado, o Brasil corre o risco de transformar o trânsito em um laboratório de amadores.


O d

CNH sem autoescola: uma proposta populista que coloca o volante nas mãos da ignorância

Entre o discurso de inclusão e o projeto eleitoral disfarçado, o Brasil corre o risco de transformar o trânsito em um laboratório de amadores.


O d iscurso bonito que esconde a velha manobra

De tempos em tempos, surgem projetos que prometem “modernizar” o país, reduzir custos e “aproximar o povo dos seus direitos”. Soa bonito. Mas basta olhar com atenção para perceber que muitas dessas ideias têm endereço certo: as urnas.

A proposta de eliminar a obrigatoriedade das autoescolas para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é um desses casos. Disfarçada de “democratização do acesso”, ela mascara uma perigosa tentativa de capitalizar politicamente sobre a carência educacional do país.
O discurso é sedutor — “a CNH vai ficar mais barata”, “qualquer um poderá estudar em casa” — mas ignora um dado cruel: o
Brasil tem mais de 11 milhões de analfabetos e uma legião de pessoas com baixíssima compreensão de texto.

Como um país que ainda luta para alfabetizar adultos pode achar que o ensino de trânsito pode ser feito por conta própria?


O perigo de transformar o trânsito em autodidata

Tirar o instrutor da equação é o mesmo que entregar uma arma sem treinamento.
Dirigir não é só dominar o volante; é compreender regras, antecipar riscos, respeitar sinais, conviver com o outro. Tudo isso é ensinado — e vivenciado — nas aulas teóricas e práticas das autoescolas.

Ao substituir o aprendizado orientado por um “curso digital” ou “autonomia de estudo”, o projeto coloca em risco a formação básica de condutores e, por consequência, a vida de milhões de brasileiros nas ruas.
É o tipo de proposta que parece moderna, mas cheira a improviso. É o atalho que atrasa.


Populismo com tinta nova

Em um país com desigualdades profundas, qualquer medida que reduza custos tem apelo fácil. E é aí que mora o perigo.
Transformar a educação no trânsito em um produto de “livre escolha” é
usar o desespero econômico do povo como trampolim eleitoral.

É o típico projeto que rende manchetes e votos, mas cobra caro em vidas.
E o detalhe incômodo é que ele vem justamente de uma região que enfrenta
os maiores índices de analfabetismo do país — o que torna a proposta ainda mais contraditória.
Quem não aprendeu a ler mal pode aprender sozinho as leis de trânsito?


As consequências que o discurso ignora

  1. Mais acidentes e menos preparo
    Sem aulas práticas obrigatórias, novos motoristas vão para as ruas sem noção de distância, visibilidade e tempo de reação.

  2. Desvalorização do instrutor profissional
    Milhares de trabalhadores especializados podem perder o sustento, enquanto aventureiros oferecem “aulas improvisadas” sem supervisão real.

  3. O fim da padronização nacional
    Cada estado poderá adotar critérios diferentes. A formação de condutores, que já é desigual, pode virar um verdadeiro caos federativo.

  4. O retrocesso cultural
    Em vez de melhorar o ensino e a fiscalização, o governo escolhe o caminho mais fácil: simplificar para parecer que resolveu.


O que o Brasil realmente precisa

O que o país precisa não é menos escola — é mais educação.
O problema do trânsito brasileiro não é a obrigatoriedade das autoescolas, mas a
falta de investimento em formação, fiscalização e consciência cidadã.
Se o objetivo fosse de fato democratizar o acesso, o caminho seria outro:

  • Subsidiar as aulas teóricas e práticas para quem não pode pagar;

  • Criar programas públicos de educação no trânsito nas escolas;

  • Tornar o ensino mais tecnológico, mas sem eliminar a supervisão humana;

  • Valorizar os instrutores como agentes de segurança, não como vilões do preço da CNH.


 iscurso bonito que esconde a velha manobra

De tempos em tempos, surgem projetos que prometem “modernizar” o país, reduzir custos e “aproximar o povo dos seus direitos”. Soa bonito. Mas basta olhar com atenção para perceber que muitas dessas ideias têm endereço certo: as urnas.

A proposta de eliminar a obrigatoriedade das autoescolas para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é um desses casos. Disfarçada de “democratização do acesso”, ela mascara uma perigosa tentativa de capitalizar politicamente sobre a carência educacional do país.
O discurso é sedutor — “a CNH vai ficar mais barata”, “qualquer um poderá estudar em casa” — mas ignora um dado cruel: o
Brasil tem mais de 11 milhões de analfabetos e uma legião de pessoas com baixíssima compreensão de texto.

Como um país que ainda luta para alfabetizar adultos pode achar que o ensino de trânsito pode ser feito por conta própria?


O perigo de transformar o trânsito em autodidata

Tirar o instrutor da equação é o mesmo que entregar uma arma sem treinamento.
Dirigir não é só dominar o volante; é compreender regras, antecipar riscos, respeitar sinais, conviver com o outro. Tudo isso é ensinado — e vivenciado — nas aulas teóricas e práticas das autoescolas.

Ao substituir o aprendizado orientado por um “curso digital” ou “autonomia de estudo”, o projeto coloca em risco a formação básica de condutores e, por consequência, a vida de milhões de brasileiros nas ruas.
É o tipo de proposta que parece moderna, mas cheira a improviso. É o atalho que atrasa.


Populismo com tinta nova

Em um país com desigualdades profundas, qualquer medida que reduza custos tem apelo fácil. E é aí que mora o perigo.
Transformar a educação no trânsito em um produto de “livre escolha” é
usar o desespero econômico do povo como trampolim eleitoral.

É o típico projeto que rende manchetes e votos, mas cobra caro em vidas.
E o detalhe incômodo é que ele vem justamente de uma região que enfrenta
os maiores índices de analfabetismo do país — o que torna a proposta ainda mais contraditória.
Quem não aprendeu a ler mal pode aprender sozinho as leis de trânsito?


As consequências que o discurso ignora

  1. Mais acidentes e menos preparo
    Sem aulas práticas obrigatórias, novos motoristas vão para as ruas sem noção de distância, visibilidade e tempo de reação.

  2. Desvalorização do instrutor profissional
    Milhares de trabalhadores especializados podem perder o sustento, enquanto aventureiros oferecem “aulas improvisadas” sem supervisão real.

  3. O fim da padronização nacional
    Cada estado poderá adotar critérios diferentes. A formação de condutores, que já é desigual, pode virar um verdadeiro caos federativo.

  4. O retrocesso cultural
    Em vez de melhorar o ensino e a fiscalização, o governo escolhe o caminho mais fácil: simplificar para parecer que resolveu.


O que o Brasil realmente precisa

O que o país precisa não é menos escola — é mais educação.
O problema do trânsito brasileiro não é a obrigatoriedade das autoescolas, mas a
falta de investimento em formação, fiscalização e consciência cidadã.
Se o objetivo fosse de fato democratizar o acesso, o caminho seria outro:

  • Subsidiar as aulas teóricas e práticas para quem não pode pagar;

  • Criar programas públicos de educação no trânsito nas escolas;

  • Tornar o ensino mais tecnológico, mas sem eliminar a supervisão humana;

  • Valorizar os instrutores como agentes de segurança, não como vilões do preço da CNH.


Conclusão — Dica do Denir

Projetos populistas costumam nascer aplaudidos e terminar lamentados.
Eliminar a obrigatoriedade das autoescolas é uma forma de
ganhar simpatia com o povo e estatística para o discurso eleitoral, mas perder em qualidade, segurança e responsabilidade social.

O trânsito é uma sala de aula onde o erro mata.
E quem incentiva a ignorância, mesmo que com boas intenções,
vira cúmplice do acidente.




 iscurso bonito que esconde a velha manobra

De tempos em tempos, surgem projetos que prometem “modernizar” o país, reduzir custos e “aproximar o povo dos seus direitos”. Soa bonito. Mas basta olhar com atenção para perceber que muitas dessas ideias têm endereço certo: as urnas.

A proposta de eliminar a obrigatoriedade das autoescolas para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é um desses casos. Disfarçada de “democratização do acesso”, ela mascara uma perigosa tentativa de capitalizar politicamente sobre a carência educacional do país.
O discurso é sedutor — “a CNH vai ficar mais barata”, “qualquer um poderá estudar em casa” — mas ignora um dado cruel: o
Brasil tem mais de 11 milhões de analfabetos e uma legião de pessoas com baixíssima compreensão de texto.

Como um país que ainda luta para alfabetizar adultos pode achar que o ensino de trânsito pode ser feito por conta própria?


O perigo de transformar o trânsito em autodidata

Tirar o instrutor da equação é o mesmo que entregar uma arma sem treinamento.
Dirigir não é só dominar o volante; é compreender regras, antecipar riscos, respeitar sinais, conviver com o outro. Tudo isso é ensinado — e vivenciado — nas aulas teóricas e práticas das autoescolas.

Ao substituir o aprendizado orientado por um “curso digital” ou “autonomia de estudo”, o projeto coloca em risco a formação básica de condutores e, por consequência, a vida de milhões de brasileiros nas ruas.
É o tipo de proposta que parece moderna, mas cheira a improviso. É o atalho que atrasa.


Populismo com tinta nova

Em um país com desigualdades profundas, qualquer medida que reduza custos tem apelo fácil. E é aí que mora o perigo.
Transformar a educação no trânsito em um produto de “livre escolha” é
usar o desespero econômico do povo como trampolim eleitoral.

É o típico projeto que rende manchetes e votos, mas cobra caro em vidas.
E o detalhe incômodo é que ele vem justamente de uma região que enfrenta
os maiores índices de analfabetismo do país — o que torna a proposta ainda mais contraditória.
Quem não aprendeu a ler mal pode aprender sozinho as leis de trânsito?


As consequências que o discurso ignora

  1. Mais acidentes e menos preparo
    Sem aulas práticas obrigatórias, novos motoristas vão para as ruas sem noção de distância, visibilidade e tempo de reação.

  2. Desvalorização do instrutor profissional
    Milhares de trabalhadores especializados podem perder o sustento, enquanto aventureiros oferecem “aulas improvisadas” sem supervisão real.

  3. O fim da padronização nacional
    Cada estado poderá adotar critérios diferentes. A formação de condutores, que já é desigual, pode virar um verdadeiro caos federativo.

  4. O retrocesso cultural
    Em vez de melhorar o ensino e a fiscalização, o governo escolhe o caminho mais fácil: simplificar para parecer que resolveu.


O que o Brasil realmente precisa

O que o país precisa não é menos escola — é mais educação.
O problema do trânsito brasileiro não é a obrigatoriedade das autoescolas, mas a
falta de investimento em formação, fiscalização e consciência cidadã.
Se o objetivo fosse de fato democratizar o acesso, o caminho seria outro:

  • Subsidiar as aulas teóricas e práticas para quem não pode pagar;

  • Criar programas públicos de educação no trânsito nas escolas;

  • Tornar o ensino mais tecnológico, mas sem eliminar a supervisão humana;

  • Valorizar os instrutores como agentes de segurança, não como vilões do preço da CNH.


Conclusão — Dica do Denir

Projetos populistas costumam nascer aplaudidos e terminar lamentados.
Eliminar a obrigatoriedade das autoescolas é uma forma de
ganhar simpatia com o povo e estatística para o discurso eleitoral, mas perder em qualidade, segurança e responsabilidade social.

O trânsito é uma sala de aula onde o erro mata.
E quem incentiva a ignorância, mesmo que com boas intenções,
vira cúmplice do acidente.




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